Edições CordeirinhoArtigos · Meu Missalzinho

Início › Artigos

Missal infantil: como escolher o primeiro missal da criança

Edições Cordeirinho · 29 de outubro de 2026

Um missal infantil é um livro que mostra a Missa para a criança: os momentos em ordem, o que o padre diz, o que o povo responde e o que fazer com o corpo em cada hora. Existem vários: de tecido para bebês, impressos, para colorir e digitais. Antes de escolher, vale olhar seis coisas.

1. As respostas estão na tradução atual?

O Missal Romano em uso no Brasil é a 3ª edição típica, na tradução da CNBB, e algumas respostas mudaram em relação à tradução antiga. Um missal infantil desatualizado ensina à criança palavras diferentes das que ela ouve na igreja, e isso confunde. Dois trechos ajudam a conferir:

Todos, no Confesso: …por minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa…

Padre, antes da oração sobre as oferendas: Orai, irmãos e irmãs, para que o meu e vosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.

Se o livro traz esses trechos assim, segue a tradução que se reza hoje. Livros feitos para a Missa na forma antiga (em latim) também existem; escolha conforme a Missa que a família frequenta.

2. Segue a ordem real da Missa, do começo ao fim?

A criança precisa conseguir “achar onde está”. O livro deve ir da chegada à igreja até o “Ide em paz”, com os momentos na ordem em que acontecem: sinal da cruz, pedido de perdão, Glória, leituras, Evangelho, homilia, Creio, preces, ofertório, Santo, consagração, Pai-Nosso, paz, Cordeiro de Deus, comunhão, bênção e envio. Veja como agrupar tudo isso em quatro partes fáceis de guardar em as partes da Missa explicadas para crianças.

3. Mostra o gesto de cada momento?

Em pé, sentado ou de joelhos. Criança pequena aprende pelo corpo, e saber o que fazer dá segurança a ela. Um bom sinal é o livro marcar o gesto sempre do mesmo jeito (em vermelho, por exemplo, como as rubricas dos missais do altar).

4. Os desenhos são claros e a frase é curta?

Criança pequena guarda uma ideia por vez. Um desenho grande, que ela consiga reconhecer na igreja (o altar, o cálice, a Hóstia, o padre com a roupa colorida), vale mais que uma página cheia de texto. Para os menores, uma frase curta para ler em voz alta é o ideal.

5. Tem explicação para o adulto?

É o adulto quem vai responder ao “por que o padre beija o altar?” e ao “por que a gente ajoelha agora?”. Um missal infantil que traz uma explicação curta para quem acompanha, apoiada no Catecismo e na Instrução Geral do Missal Romano, ajuda muito os avós e os pais.

6. Combina com a idade da criança?

Impresso ou digital?

O impresso é bom para levar à igreja e deixar a criança folhear. O digital tem a vantagem de poder imprimir as páginas quantas vezes quiser e, em alguns casos, de ter narração em áudio, que ajuda quem não tem tempo de ler antes do domingo. Muitas famílias usam os dois: o áudio e as páginas em casa, a versão impressa na Missa.

Uma opção: o Meu Missalzinho

Nós fizemos o Meu Missalzinho com o Cordeirinho Bento com esses seis pontos em mente: 26 momentos da Missa em páginas duplas, as respostas pela tradução da CNBB da 3ª edição do Missal, o gesto de cada hora em vermelho, 37 desenhos, uma explicação para o adulto em cada página e narração em áudio. É digital: chega por e-mail e pode ser impresso em casa. Para crianças de 3 a 10 anos.

Perguntas frequentes

O que é um missal infantil?

É um livro que mostra a Missa para a criança, com os momentos em ordem, as respostas do povo, os gestos e desenhos, para ela acompanhar e participar da celebração.

Qual a melhor idade para dar um missal infantil?

Dá para começar por volta dos 3 anos com um livro de desenhos e frases curtas. Dos 6 aos 10 anos a criança já aproveita as respostas completas e as explicações.

As respostas da Missa mudaram?

Sim, algumas. Desde a 3ª edição do Missal Romano em português, algumas respostas do povo são diferentes da tradução antiga. Por isso vale conferir se o missal infantil segue a tradução atual da CNBB.

Missal infantil substitui a catequese?

Não. Ele ajuda a criança a acompanhar a Missa e a família a conversar sobre ela, mas não substitui a catequese da paróquia.